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Dívida da Eldorado diminui R$ 600 milhões no 2º trimestre deste ano

Eldorado

A Eldorado Brasil obteve lucro líquido de R$ 414 milhões no segundo trimestre de 2016. Com estratégia comercial bem sucedida e custo competitivo, o Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) da companhia foi de R$ 469 milhões, com margem de 58%, de abril a junho.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Ebitda foi R$ 2 bilhões, com margem de 60%, acima da média do setor. "Ao longo dos últimos trimestres, a Eldorado tem apresentado resultados consistentes, graças à qualidade das equipes, ao excelente desempenho operacional e à forte disciplina na gestão financeira", afirma José Carlos Grubisich, presidente da Eldorado Brasil.

A empresa bateu seu recorde histórico de vendas trimestrais, com um volume de 465 mil toneladas, 6% acima do mesmo período em 2015 e 30% acima do primeiro trimestre deste ano. O período foi marcado por forte da demanda por celulose e pelo início da recuperação do preço da commodity no mercado internacional.

A Ásia se manteve como principal destino da produção da Eldorado, com 51% do total exportado, seguido por Europa (30%), América Latina (12%) e América do Norte (7%). Mantendo a estratégia de foco em segmentos de alto valor agregado, 35% das vendas foram para a produção de tissue (conforto e higiene pessoal), 23% para papeis especiais, 22% para papeis de imprimir e escrever e 21% para embalagem.

O período também foi marcado pela redução do endividamento, com diminuição de mais de R$ 600 milhões na dívida líquida, que passou de R$ 8,2 bilhões, em março de 2016, para R$ 7,6 bilhões no fechamento deste trimestre. A companhia manteve seu processo de desalavancagem, atingindo uma relação de dívida líquida/Ebitda de 3,7 vezes em reais - comparado a 4 vezes no primeiro trimestre.

Em junho, a companhia emitiu US$ 350 milhões em bônus no exterior, em sua primeira operação do mercado financeiro internacional. Os títulos têm prazo de cinco anos, com retorno de 8,625% ao ano e possibilidade de recompra em três anos. A Eldorado também firmou contrato no montante de R$ 358 milhões com o BNDES para financiamento de seu programa florestal, além de efetivar uma nova linha de crédito com o Banco do Brasil no valor US$ 100 milhões. "A nossa entrada no mercado de capitais internacional foi muito bem sucedida e tivemos o reconhecimento dos investidores em relação à nossa excelência operacional, estratégia comercial rentável e diferenciada e disciplina na gestão financeira", observa Grubisich.

Indústria e Floresta

No segundo trimestre, a Eldorado produziu 361,9 mil toneladas de celulose, apesar da parada programada para manutenção da fábrica em Três Lagoas (MS) por dez dias. A produção de energia gerada a partir de biomassa foi de 312 mil MW, sendo 36 mil MW vendidos ao sistema elétrico nacional, o que gerou uma receita adicional de R$ 7 milhões no período. Em abril, a companhia venceu o leilão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e irá investir R$ 300 milhões no projeto de uma Usina Termoelétrica (UTE), que vai gerar energia utilizando cavacos de madeira, provenientes de raízes e tocos de eucalipto não valorizados na operação florestal, como combustível, com uma potência instalada de 50 MW/h.

"Esta decisão de investimento está alinhada aos pilares estratégicos da companhia de inovação, competitividade e sustentabilidade e nos permite maior eficiência no aproveitamento de nossa base florestal", comenta José Carlos.

Já na área florestal, o programa de plantio concentrado no Mato Grosso do Sul, mais próximo da fábrica, permitiu a redução de custos e a melhoria do desempenho operacional. A empresa atualmente tem 224 mil hectares de eucalipto plantados. Parte dessa área já é destinada para suportar a demanda da segunda linha de produção.

Com a conclusão da terraplanagem e da infraestrutura básica do Projeto Vanguarda 2.0, que terá capacidade para produzir até 2,5 milhões de toneladas de celulose por ano, o projeto segue em ritmo acelerado e dentro do cronograma. A expectativa é que a celulose proveniente do Vanguarda 2.0 chegue ao mercado no início de 2019.

Fonte: Painel Florestal