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Analistas preveem R$ 887 milhões de lucro para Fibria

Suzano

Beneficiada pela desvalorização do real ante o dólar, a manutenção dos altos preços da celulose e por menores custos, a Fibria deve ter no quarto trimestre um dos melhores resultados de sua história, na opinião de bancos consultados pelo site Valor Econômico. A empresa deve apresentar seu balanço para o período – e para o acumulado de 2015 – amanhã, após o fechamento do mercado.

A média de projeções de Bradesco BBI, Itaú BBA e Morgan Stanley aponta lucro líquido de R$ 887 milhões para a fabricante de papel e celulose entre outubro e dezembro. Nos mesmos meses de 2014 a empresa encarou prejuízo de R$ 128 milhões e durante o terceiro trimestre teve perdas de R$ 601 milhões.

Há, entretanto, uma grande discrepância entre as estimativas, que vão de R$ 582 milhões a R$ 1,17 bilhão. Isso porque os analistas, em geral, se dividem quanto aos cálculos para saber quanto do câmbio pesa na dívida da empresa. As mesmas instituições esperam receita líquida de R$ 3 bilhões, avanço de 50,3% ante o quarto trimestre de 2014. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) é esperado em R$ 1,63 bilhão, crescimento de 80,2%.

Em termos de volume de vendas, o Bradesco acredita que haverá leve queda. “Por conta da nova agenda de manutenção, deve haver queda na comparação anual”, escreve o analista Alan Glezer em relatório – especialmente por conta da parada em Jacareí (SP). O Itaú BBA também crê em recuo das vendas.

Ao mesmo tempo, o dólar médio do período fechou em R$ 3,84, segundo a cotação Ptax do Banco Central. Esse patamar é 51,1% maior do que o registrado no quarto trimestre de 2014. Mais de 90% do faturamento da Fibria vem do exterior, uma estratégia que faz com que o grupo se beneficie também dos altos preços da celulose.

O Morgan Stanley, também em relatório, afirma que a commodity deve seguir em valorização em 2016. A estimativa da instituição é de US$ 780 por tonelada para a celulose de fibra curta e de US$ 810 para a fibra longa. Para os analistas Carlos de Alba, Lulica Rocha e Jens Spiess, o mercado deve continuar crescendo – em 1,5 milhão de toneladas ante 2014 – e aliviar a atual pressão sobre os preços.

Por outro lado, o avanço do dólar, que poderia ajudar a derrubar a cotação da celulose, não deve ser uma ameça, diz o trio. “Os preços tendem a se mover com o crescimento da economia global”, explica o relatório. Os analistas Marcos Assumpção, Daniel Sasson e Carlos Schmidt, que assinam relatório do Itaú BBA, projetam ainda que todo o setor de papel e celulose vai se beneficiar de termos semelhantes aos que impulsionaram a Fibria no quarto trimestre. “De todos os setores que cobrimos, será a melhor performance”, afirmam.

 

Fonte: Valor Econômico